património cultural

À Memória de António José Corvo:
Julga-se que residia no sítio do Rio Seco, freguesia e concelho de Castro Marim.
Nasceu a 22 de Maio de 1870 e faleceu neste local resultado de uma faísca elétrica, a 6 de Junho de 1895.
PN. ---.--- AM.

História do Marco Memorial
Este singular marco branco, no qual sobressai a letras pretas o nome de António José Corvo, localiza-se na Estrada Nacional 125-6, no cimo da subida do Calvário, do lado direito sentido sul Norte km-3. Uma subida, que, ao que se julga, deve o seu nome ao acidente que vitimou este homem no ano da graça de 1895 (século XIX).

Segundo reza a história contada por Maria Helena Joséfa de Sousa, hoje com 91 anos, que já a sua mãe Rosa Josefa lhe contava, ambas nascidas

e a residir em São Bartolomeu por quanta vida, que António José Corvo esteve parado na taberna em São Bartolomeu antes do acidente, numa tarde de chuva e trovoada. Num bom humor, atirado ao jocoso, quando ouvia os estrondos dos trovões, terá dito aos presentes:-“Olha os gajos andam lá em cima a jogar á bola…” Depois debaixo da forte trovoada, saiu, ao que se supõe para sua casa num carro puxado por uma mula e eis que no cimo dessa subida se deu a tragédia, ficando ambos queimados. Ele, a mula e o carro.
Contam, Desidério Valentim, Maria Helena Josefa e outras pessoas mais antigas de São Bartolomeu, que os funerais indo de Altura e de São Bartolomeu para Castro Marim, em carros funerários próprios dessa época de duas rodas, em madeira e ferro, puxados a pulso por duas pessoas, paravam no cimo da subida do Calcário em frente ao marco como que a fazer a divina vénia e obviamente também para descansar.
É certo, que o marco que assinala o feito estava colocado no sítio do Sobral, Freguesia e Concelho de Castro Marim, no cimo dessa subida, no lado esquerdo no sentido sul-norte, km-3 da referida estrada e acredita – se, que desde o ano 1895. Certo é que na década de 1950, anos 55 -59 do século XX, aquando do alargamento da referida estrada, foi colocado no sítio conhecido por monte do António Rosa, que fica a cerca de 150 metros para Norte da igreja da aldeia de São Bartolomeu do Sul, junto à habitação de um familiar do malogrado, que também se chamava José Corvo, conhecido por “ti papa arroz”.
Essa habitação veio, mais tarde, a pertencer, por herança daquele, a Joaquim Vicente Serina e sua esposa, Maria Sebastiana Serina e por morte destes, a sua filha Maria da Graça Pires Serina Ribeiro.
O marco aí esteve esquecido até ao ano 2015, ano em que foi descoberto devido a um rebentamento de uma botija de gás numa habitação próxima daquela. A descoberta despertou a curiosidade dos habitantes da aldeia, alguns dos quais manifestaram, desde logo, a vontade de levar o marco de regresso ao seu lugar de origem na subida do Calvário.
A partir daí, fizeram-se diligências nesse sentido. Amândio Norberto e João Manuel da Silva Ribeiro, dois habitantes de São Bartolomeu do Sul, foram os dinamizadores da ideia. Este último, com a ajuda de uma máquina, procedeu à recolocação no terreno.
O marco está agora situado no lado direito, em virtude de no lado esquerdo, onde originalmente esteve, passar atualmente uma conduta de água da barragem do Beliche do sistema de abastecimento de água público. A recolocação foi realizada no dia 4 de Setembro do ano 2017 e nela colaboraram a Junta de Freguesia de Castro Marim, a firma Manuel António (máquina) e Amândio Norberto, responsável pela pintura que aviva o texto.
São Bartolomeu, 27 de fevereiro de 2018
Colaboradores na história e no texto:
José Romeira
Almerinda Romeira
João Ribeiro
Amândio Norberto

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