HISTÓRIA

 

 

 

A freguesia de Castro Marim, sede de concelho do municipio de Castro Marim, com uma área de 52,30 km², é composta pelas localidades de Junqueira; Monte Francisco, Rio Seco; S. Bartolomeu, Retur e Praia Verde e pela vila de Castro Marim, situada a quilómetro e meio da margem direita do Guadiana, com o qual se ligava através de um esteiro que permitia às embarcações fundearem no bairro da Ribeira, no sopé do castelo. Surgindo dos terrenos pantanosos a oeste do rio Guadiana, a vila alta de Castro Marim goza de uma magnífica vista sobre o sul de Espanha.

 

A freguesia de Castro Marim faz tem como freguesias limítrofes Azinhal e Altura pertencentes ao mesmo concelho e Cacela e Vila Real de Santo António, pertencentes ao Concelho vizinho de Vila Real de Santo António.

 

A origem da freguesia é bastante remota dada a sua localização na margem do rio Guadiana, na base de uma elevação, o que possibilitou que Castro Marim fosse durante milénios, porto de abrigo dos navios que subiam o Guadiana para recolher os metais, nomeadamente o cobre, em Alcoutim e Mértola, tranformando-a numa área muito explorada por diversos povos.

 

A presença fenícia e romana por aqui está documentada na área da vila que, durante o período da ocupação muçulmana, dispunha de uma estrutura de defesa identificada com o núcleo primitivo do actual castelo. Depois da ocupação muçulmana, a vila foi reconquistada em 1242, por D. Paio Feres Correia, fronteiro-mor do Algarve.

 

Á reconquista cristã, em 1242, seguiu-se uma política de repovoamento e reforço das defesas, tendo em conta a posição estratégica da vila face à fronteira com o reino de Castela e aos ataques dos mauros vindos do Norte de África. Neste sentido, justifica-se a razão pela qual o rei D. Dinis tenha feito de Castro Marim a sede da Ordem de Cristo, criada para substituir a Ordem dos Templários. O primeiro mestre da Ordem de Cristo foi D. Frei Gil Martins e esta manteve-se em Castro Marim até à data da sua transferência para Tomar, em 1334.

 

A vila recebeu foral de D. Afonso III em 1277 e posteriormente, em 1504, de D. Manuel I.

 

Quanto ao seu povoamento, inicialmente, a localidade desenvolveu-se no interior das muralhas e só no reinado de Afonso VI é que a população começou a estender-se na base do monte, procurando para lá das paredes da muralha o espaço que lhe faltava para crescer.

 

Após este período de repovoamento, dá-se um período de decadência da vila que viu reduzida a sua população.

 

Para contrariar esta evolução, o rei D. João 1 concedeu à vila, em 1421, o privilégio de ser local de desterro, com vista a atrair novos habitantes.

 

A localidade foi também conhecida como "terra de degredados". Aliás, um trabalho intitulado "O Degredo e o Privilégio em Castro Marim (alguns subsídios para a sua História) ", de Hugo Cavaco, dá-nos conta de que, por exemplo, D. Manuel 1, promulgando as Ordenações Manuelinas, institucionalizou o degredo para África, índia e Brasil. D. Manuel 1 foi também quem, em 1502, determinou que "os idosos de idade avançada cumprissem o degredo não fora do Reino, mas nos coutos de Arronches e Mértola, no Alentejo, e Castro Marfim, no Algarve".

 

Um momento importante para a história desta vila foi o dia 7 de Julho de 1640, dia em que foi proclamada a sentença dos governadores do reino que reconheceram Filipe II como rei de Portugal. A sentença foi redigida em Ayamonte, mas apenas em Castro Marim foi tornada pública.

 

Dentro das várias personagens históricas sobressaem D. Afonso III, D. Dinis, D. Manuel, D. Fernando, D. João Mestre de Avis e o primeiro conde de Castro Marim, Francisco de Melo da Cunha de Mendonça de Meneses. O turista, que se deslocar a Castro Marim, poderá apreciar o vasto e rico património natural, arqueológico e arquitectónico, do qual se destaca: a Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, a Capela de S. Sebastião, a Capela de Santo António, o Castelo e o Forte de S. Sebastião. Assim, entre o castelo, situado no alto de um morro, e o Forte, em forma de estrela "espraiam-se as casas brancas de Castro Marfim, de platibandas coloridas, açoteias e chaminés rendilhadas. Em volta, o castanho-escuro dos vistos, refrescado pelo azul do rio, os horizontes de mar'". Quanto ao nome da vila, no tempo dos fenícios, esta chamava-se Baesuris, no tempo dos romanos Castrum Mariuum, transformando-se com o andar dos tempos na actual denominação, Castro Marim.

 

As armas de Castro Marim são de ouro, têm um castelo e várias cruzes da Ordem dos Templários e da Ordem de Cristo. Em chefe existem duas chaves de negro cruzadas em aspa, acompanhadas por uma cabeça de carnação branca coroada de ouro e por uma cabeça de negro de turbante de prata. Em contra-chefe existem quatro faixas, duas de prata e uma de cor azul e tem ainda uma coroa mural de prata com quatro torres. As cores predominantes da bandeira são o vermelho e o negro.

 

 

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